Lisbon's New AHDPP Association Targets Affordable Housing & Middle-Class Rental: Opportunities for Private Investors
By Mihail Talev
Published: September 16, 2026
Category: politics
By Mihail Talev
Published: September 16, 2026
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A Associação Habitação e Desenvolvimento Por Portugal (AHDPP), apresentada esta terça-feira (15 de setembro de 2026), “pretende falar para a classe média em particular”, com foco no arrendamento acessível, envolvendo investidores privados e municípios para “dar escala" à nova construção e reabilitação de imóveis devolutos. Na sessão pública realizada no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, a associação apresentou-se como uma “plataforma de pensamento, análise e ação cívica”, focada em produzir conhecimento e participar no debate público, propor reformas “para reduzir bloqueios administrativos e acelerar processos urbanísticos e de licenciamento”, modelos para mobilizar o património público para a habitação acessível e soluções que permitam criar habitação acessível em agravar a despesa pública, assumindo como públicos-alvo os jovens e a classe média.
Tendo como premissa que “a habitação não é setor, é alicerce”, a AHDPP propõe um modelo que visa “a renda justa”, segundo a qual “ninguém deve pagar mais de um terço por um teto”. No final da apresentação, em declarações aos jornalistas, o presidente da associação, Rui Miguel Braga, garantiu que há muitos parceiros privados interessados no modelo de construção que propõem.
“É a única certeza que se calhar temos neste percurso, há capital privado interessado em investir, desde que liberte rentabilidade”, afirmou o também vice-presidente da Câmara Municipal do Barreiro, autarquia que pôs em prática uma intervenção semelhante à agora proposta pela AHDPP. A associação considera que importa perceber como o público e o privado se conjugam, assumindo que este último busca o lucro e isso “não tem nada de mal”, mas propondo uma intervenção direta das autarquias para gerir o parque habitacional e libertarem o solo. "O gatilho para despertar o interesse dos privados é a escala", assinala.
“Imaginemos lançar um concurso público com 100 mil casas, onde não há pedido de empréstimo ao banco, há as autarquias que se comprometem na gestão do edificado, o privado tem a sua margem de lucro e, em cinco anos, te[re]mos famílias dentro de apartamentos a pagar aquilo que o nosso salário médio consegue suportar” Rui Miguel Braga, presidente da AHDPP “Imaginemos lançar um concurso público com 100 mil casas, onde não há pedido de empréstimo ao banco, há as autarquias que se comprometem na gestão do edificado, o privado tem a sua margem de lucro e, em cinco anos, te[re]mos famílias dentro de apartamentos a pagar aquilo que o nosso salário médio consegue suportar”, referiu, sublinhando que essas contas foram feitas. “Fizemos essas contas, somos um grupo de pessoas que andámos a pensar neste modelo há já algum tempo, com contributos de engenheiros, advogados, ex-políticos”, acrescentou.
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"Investe quem tem dinheiro, o Estado garante a acessibilidade às famílias portuguesas, de acordo com o seu salário médio, e, no fim, imagine-se, todos ganhamos dinheiro", resume Rui Miguel Braga. Assumindo "uma visão diferente de olhar para o problema", a associação vai apresentar “a solução encontrada” ao Governo e à Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP).
"Não podemos expectar que, aplicando as mesmas medidas de sempre, consigamos atingir resultados diferentes", considera Rui Miguel Braga. Identificando-se como apartidária e sem fins lucrativos, a AHDPP é composta por um conjunto de profissionais, académicos e especialistas de diferentes áreas, que podem continuar a pensar diferente, mas concordam “com o destino: mais habitação”.
Falando no encerramento da sessão, Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, felicitou a AHDPP por “não se limitar a identificar o problema”, mas “dar o passo seguinte”. Em declarações posteriores aos jornalistas, notou que “o Governo tem como prática ouvir a sociedade civil, trabalhar com a sociedade civil”, rejeitando a ideia de “precisar de ajuda”, mas realçando que o Executivo considera que deve “trabalhar com todos” os agentes envolvidos no setor da habitação.
“É, de facto, um partilhar de conhecimento, que é muito importante para conseguirmos definir políticas sustentáveis, porque elas só são sustentáveis se todos os atores as souberem aplicar”, sustentou a governante. “Portugal não construiu aquilo que devia ter construído nas últimas décadas”, recordou, durante o seu discurso, salientando que há que “mobilizar todos”, incluindo quando se trata de “despachar uma candidatura” no Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), agência que executa as política públicas para o setor.
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